A fabricação de produtos mais baratos como forma de combater a pirataria foi sugerida pelo representante do Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal (Sindireceita), Paulo Antenor de Oliveira, no debate do 1º Seminário de Combate à Pirataria realizado nesta quarta-feira (28/09).
Oliveira defendeu também a substituição de mercadorias pirateadas por produtos originais, como artesanato, nas feiras populares.
Promovido pela Câmara, o encontro, que começou ontem, discutiu as ações do Legislativo e dos Executivos federal e estaduais para coibir o contrabando e o comércio de falsificações.
O representante do Sindireceita também listou medidas para solucionar o problema da cidade de Foz de Iguaçu (PR), porta de entrada e saída dos "sacoleiros" de todo o País, que fomentam o contrabando e a falsificação de produtos.
Segundo o técnico, a saída está no investimento em turismo, para dar ocupação aos que hoje trabalham no contrabando. Outra medida eficaz, afirmou, seria a criação de universidade federal na região.
Representante da Força Sindical no encontro, Carlos Lacerda chamou atenção para a perda de postos de trabalho resultante da prática de pirataria.
Segundo ele, a fabricação de TV de cinco polegadas empregava em Manaus (AM) 1.200 pessoas. "Hoje, não emprega mais ninguém, pois esse tipo de TV agora vem do Paraguai", revelou.
O 1º Seminário de Combate à Pirataria continua nesta quinta-feira (29/09), na Câmara. Agência Câmara
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